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(Perdidos na) Loserlândia 171

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(Perdidos na) Loserlândia 171

Neste dia grandioso e belo
a Loserlândia lhe traz o que você ansia
Um episódio como nunca antes, repleto
de todos os estilos de poesia.

Diogo Sales, o apresentador
nos trouxe, de cara, o grande portuga
levantando um tema que debatemos com ardor
Será nosso egoísmo, com o bom senso uma ruptura?

Roberto Feliciano, revoltado,
deixa espaço até para se confessar
indignado com a mania de selfie, ou auto-retrato
admite, também ele gosta de se gabar.

Benito Vasques, a visita,
não se fez de rogado, timidão
também sacou de sua memória antiga
e nos fez pensar sobre as desgraças desse mundão.

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  • The Freeman, El Cucaracho Libr

    E aí seus losers, tchudo bem?
    Sobre o assunto levantado pelo poema, mais atual impossível. Tenho certeza que todos já passaram por alguma situação assim em algum momento da vida, no meu caso, passei por algo parecido recentemente. Hoje em dia muito se fala na questão do sucesso aos 20 anos, muito se cobra e a vida moderna nos diz constantemente que enquanto estamos parados tem um asiático estudando e tirando seu lugar em um concurso público, transformando a vida em uma constante disputa e fazendo com que todo tempo perdido seja tempo que eu deixo de aprender alguma coisa. Posto dessa forma, a partir do 3º ano da faculdade decidi que não tinha tempo a perder, se quisesse sucesso e realização profissional teria que fazer a minha parte. Em um período de 4 anos, terminei um relacionamento, parei de encontrar meus amigos e deixei de consumir praticamente todo tipo de conteúdo de entretenimento para poder me focar nos estudos e trabalho. Me formei, e fui efetivado na empresa em que estagiava, seria esse o começo de uma vida de sucesso e 4 dígitos na conta bancária? Óbvio que não. Durante esse primeiro ano de vida profissional a frustração só aumentava, pois a crise havia se instalado pouco tempo antes, desacelerando a indústria, no caso a construção civil, mas continuei focado nisso, e somente nisso, estudar e não perder tempo com coisas frívolas, diversão é perda de tempo. Porém, já estava desgastado, cansado e frustrado de tanta expectativa, não digo que estava em depressão porque não consultei um especialista, mas me sentia desanimado com a vida.
    Então resolvi dar um basta na situação. Decidi que iria tentar me preocupar menos, lutei contra mim mesmo para ir ver um filme que queria assistir, tentei voltar a ter uma vida fora da rotina. Foi um processo longo e doloroso, mas valeu a pena, hoje me sinto mais à vontade e sigo minha máxima que é fazer o que eu quero, independente do que os outros pensem, afinal, provavelmente nunca mais vou ver a pessoa ao meu lado e ela nunca se lembrará do meu rosto, mas desde que, primeiro, minha ação não incomode os outros, ou faça mal à qualquer um, e segundo, esteja dentro da lei. Tenho minha ambições, tenho minhas vaidades, mas não deixo que sejam as minhas únicas motivações.
    Posso ter me perdido um pouco no assunto e o texto ficado muito longo, mas achei que cabia esse desabafo aqui, é um assunto que poderia ficar o dia inteiro discutindo, e espero mais discussões sócio-comportamentais desse tipo aqui (não sei se o termo está correto, vou esperar os sabichões de começo de namoro me corrigirem para impressionarem suas namoradas).