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Minha primeira vez na Comic Con

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Minha primeira vez na Comic Con

A internet é a terra dos superlativos. Aqui tudo vira épico, genial, perfeito, legendário. No entanto, acredito ser correto afirmar que fui, no último fim de semana, ao maior evento de cultura pop já realizado no Brasil: a CCXP (Comic Con Experience).

Estive por lá na quinta e na sexta-feira (3 e 4/12) e escolhi focar no pavilhão de expositores e lojas. Como estou muito mais próximo dos 40 anos do que dos 20, sabia que não teria disposição para encarar cinco horas de filas para os painéis. Por outro lado, deveria ter passado mais tempo no Artists’ Alley. Queria muito ter voltado para casa com uma mala cheia de quadrinhos e prints de alguns dos meus artistas independentes favoritos. Essa é minha maior frustração pós-evento.

Cheguei às 10h de quinta-feira para a coletiva de imprensa, depois de uma longa caminhada da área de credenciamento à entrada do pavilhão (o SP Expo está em reforma). Foi o único momento de meus dois dias por lá em que tudo estava tranquilo. Dava pra pular na piscina de bolinhas do estande que promovia Procurando Dory, entrar em uma Nerdstore vazia (o que só deve ter acontecido novamente depois das 20h de domingo) e passar pelos últimos instantes da semana sem filas.

Meu primeiro contato visual foi com o imponente espaço da Warner, com ênfase nos materiais do filme Batman vs Superman, como os figurinos do longa. A Netflix também caprichou, com figurinos e jogos para os visitantes. Só foi chato ouvir repetidas vezes a música do 4 Non Blondes, de Sense8, no karaokê. E por falar em música, outras duas áreas que me impressionaram foram a do Spotify e o Music Alley.

E, para quem gosta, o estande do Just Dance também estava bem movimentado (não aguento mais All About That Bass e Uptown Funk).

Na verdade, tudo era imponente e grandioso: estátuas (Hulk era o recordista), cosplays dos mais variados personagens, action figures e artigos colecionáveis. O meu coração de colecionador/acumulador bateu acelerado em diversos momentos e só não comprei nada porque não achei Mysterio, Longshot ou Rapina e Columba.

Depois de dar três ou quatro voltas no pavilhão, resolvi ver o que as lojas tinham a oferecer, mas desisti rápido. Comix e Panini, as duas maiores, além de cheias, não ofereciam descontos significativos nem nada que me fizesse pensar “uau, isso aqui não vou encontrar nunca mais”. Garimpei uma coisa ou outra em espaços menores e menos cheios, como a Comic Hunter. Ou seja, o conselho para a próxima edição é pesquisar.

O principal ponto negativo foi a praça de alimentação, que estava ridiculamente cara. Pouquíssimas coisas custavam menos de R$20,00 e o que vinha era sempre bastante aquém do preço cobrado, mesmo em estabelecimentos em que já estou acostumado a comer.

Outra coisa que pode ser melhorada nos próximos anos é a logística para receber o público dos painéis. O acesso a eles precisa ser garantido com antecedência, o que evitaria certos momentos tensos que ocorreram. Esse ano, se você quisesse ver algum painel, não podia rodar pela feira, porque tinha que garantir seu lugar na fila gigante.

Foi minha primeira vez. A pouca possibilidade de gastar e a vontade de ver tudo me fizeram tomar diversas decisões erradas, mas mesmo assim valeu a pena. Valeu a pena pelo clima que existe num evento como esse, valeu pelo encontro com amigos de sempre e com os conquistados depois que entrei nessa vida de fazer podcasts. Conheci gente legal que não conhecia pessoalmente, vi de perto algumas pessoas que admiro e tirei umas fotos ruins.

Fui embora cansado, apesar de frustrado por não poder voltar nos dois dias seguintes. Mas saí com a certeza de que, o que deixei de fazer, farei no ano que vem (acampar no Artists’ Alley, por exemplo). Em 2016 a CCXP acontece de 1 a 4 de dezembro, no mesmo local.
No fim das contas, sem medo de superlativos e exageros, para mim foi mesmo épico.

Abaixo, uma galeria com algumas fotos dos dias que fiquei por lá. As fotos são de André Cotrim, Débora M. Valente e minhas.